Fuga das multinacionais tirou €400 milhões às exportações.
O sector em números
1,29 mil milhões de euros é o valor das exportações da indústria portuguesa de calçado em 2008, contra €1,28 mil milhões em 1994. Medido em pares, este crescimento ligeiro reflecte um novo modelo de produção, com o mais valor acrescentado. O sector passou dos 89.400 pares de sapatos para 64.659.
36 mil é o numero de postos de trabalho do sector em 2008, contra 59 mil em 1994. No mesmo período, a indústria portuguesa de calçado passou das 1635 para as 1381 empresas.
A multinacional alemã Rohde chegou a empregar três mil pessoas em Portugal que contribuiu com 150 milhões para as exportações da indústria portuguesa de calçado, mas está agora, em processos de insolvência. A inglesa Clarks fechou três fábricas em três anos, tal como, a alemã Gabor que encerrou a unidade de Trofa e a dinamarquesa Eco preferiu deixar de produzir sapatos, onde já garantiu 1450 postos de trabalho.
Nas contas da associação, as exportações das empresas de capital português cresceram 22% desde 2000, para totalizaram €1,1 mil milhões em 2008. No mesmo período, as exportações das empresas de capital estrangeiro caíram 72,56%, ficando nos €160 milhões. Assim, o peso relativo das multinacionais na produção recuou para 11%, enquanto a quota dos sapatos nacionais subiu para 89%.
Ao mesmo tempo, e apesar do desinvestimento directo estrangeiro, o peso das exportações na produção nacional passou dos 87,2% para os 95,5%.
É um desempenho que as empresas portuguesas de calçado estão a concretizar com um número médio de 30 trabalhadores, triplo das congéneres italianas, mas muito abaixo dos 1100 que as multinacionais empregavam em Portugal.
O sector em números
1,29 mil milhões de euros é o valor das exportações da indústria portuguesa de calçado em 2008, contra €1,28 mil milhões em 1994. Medido em pares, este crescimento ligeiro reflecte um novo modelo de produção, com o mais valor acrescentado. O sector passou dos 89.400 pares de sapatos para 64.659.
36 mil é o numero de postos de trabalho do sector em 2008, contra 59 mil em 1994. No mesmo período, a indústria portuguesa de calçado passou das 1635 para as 1381 empresas.

A multinacional alemã Rohde chegou a empregar três mil pessoas em Portugal que contribuiu com 150 milhões para as exportações da indústria portuguesa de calçado, mas está agora, em processos de insolvência. A inglesa Clarks fechou três fábricas em três anos, tal como, a alemã Gabor que encerrou a unidade de Trofa e a dinamarquesa Eco preferiu deixar de produzir sapatos, onde já garantiu 1450 postos de trabalho.
Nas contas da associação, as exportações das empresas de capital português cresceram 22% desde 2000, para totalizaram €1,1 mil milhões em 2008. No mesmo período, as exportações das empresas de capital estrangeiro caíram 72,56%, ficando nos €160 milhões. Assim, o peso relativo das multinacionais na produção recuou para 11%, enquanto a quota dos sapatos nacionais subiu para 89%.
Ao mesmo tempo, e apesar do desinvestimento directo estrangeiro, o peso das exportações na produção nacional passou dos 87,2% para os 95,5%.
É um desempenho que as empresas portuguesas de calçado estão a concretizar com um número médio de 30 trabalhadores, triplo das congéneres italianas, mas muito abaixo dos 1100 que as multinacionais empregavam em Portugal.
in Expresso, o5 de DEzembro de 2009

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