segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Produtos transgénicos DR2 TipoIII


O que são os produtos transgénicos.
Os produtos transgénicos ou OGM (Organismos Geneticamente Modificados) são organismos a cujas células foram adicionadas células de outros seres vivos, para que sejam mais resistentes a pragas de insectos e para que se conservem mais facilmente.
Os primeiros alimentos a serem modificados foram a soja e o milho. Apesar de Portugal ter produzido milho transgénico em 1999, actualmente deixou de produzir, limitando-se a importar produtos transgénicos. A Espanha é o maior produtor de produtos transgénicos da União Europeia.

Desvantagem no seu consumo:

. Riscos de contaminação genética da biodiversidade;
. Aumento da resistência a antibióticos e aparecimento de novos vírus, decorrente da recombinação de vírus “fabricados” com outros já existentes;
. Poluição ambiental;
. Extinção de espécies animais e vegetais;
. Aparecimento de alergias;
. Alteram negativamente as características do solo;
. Conduzem ao aparecimento de pestes e pragas resistentes ao uso de pesticidas;
. Induzem e permitem o uso de mais pesticidas na agricultura;
. Contaminam a agricultura convencional e biológica.



Vantagem na sua produção:

A necessidade do aumento da produção de alimentos a baixo custo;
. A competição no mercado mundial de produtos agrícolas;
. Possibilita o fim da fome no mundo

Conclusão :

É necessário informar a população acerca dos alimentos transgénicos e de todo o mal que estes provocam, tanto ao ambiente como ao ser humano.
Os alimentos transgénicos apesar de poderem terminar com a fome mundial, através do emprego de certas bactérias ou vírus nos alimentos podem causar diversas doenças.



quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Agricultura Biológica


O que é a Agricultura biológica?

É um tipo de agricultura que defende o retorno a técnicas tradicionais aliando-as ás modernas tecnologias, com reduzido ou nulo impacto ambiental.
A agricultura biológica caracteriza-se por:
- Utilizar a compostagem de matérias orgânicas em vez dos habituais fertilizantes químicos;
- Praticar policulturas em oposição às monoculturas industriais e técnicas de rotação de culturas e pousio;
- Aproveitar a acção dos animais para destruir os parasitas invasores da cultura em vez dos pesticidas;
- Utilizar materiais e substâncias que possam ser reutilizados ou reciclados.
Como surgiu?
O crescimento demográfico levou à necessidade de um aumento de produtividade que originou a exaustão dos solos, bem como da produção de alimentos com o recurso a substâncias potencialmente nocivas.


Para quê?
Os principais objectivos da agricultura biológica são:
- Obter alimentos de boa qualidade sem prejudicar o ambiente;
- Evitar todas as formas de poluição agrícola;
- Manter e/ou aumentar a fertilidade do solo a longo prazo;
- Contribuir para a conservação do solo e da água;
- Permitir que os animais estejam em boas condições de forma a atingir os níveis básicos de bem-estar;
- Preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais;
- Evitar o consumo de energia fóssil, utilizando os recursos locais;
- Valorizar o trabalho dos agricultores e as suas produções; - Promover a mudança nos estilos de vida e nos padrões de consumo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Fluxos migratórios STC DR4



Os mais importantes fluxos migratórios internacionais contemporâneos são realizados por grupos étnicos à procura da nova fronteira política, pelos refugiados políticos, por técnicos altamente qualificados e, com mais destaque, por homens em busca de trabalho. Evidentemente que os países mais ricos, principalmente os que integram o chamado G-8, são ainda os alvos preferidos dessas migrações, embora as suas políticas de contenção desses fluxos estejam cada vez mais rigorosas e recheadas de "xenofobismo".

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Correctivos orgânicos e compostagem STC Ciência Tipo:III

A gestão dos nutrientes em agricultura biológica é muito diferente da gestão utilizada na agricultura convencional. Nesta última é permitida a aplicação de fertilizantes minerais sintéticos e, por isso, é possível aplicar doses de nutrientes em função das necessidades das culturas, antes da plantação, e durante o crescimento da cultura. Estas práticas são, no entanto, proibidas em agricultura biológica, que depende, exclusivamente, dos nutrientes porventura acumulados no solo por culturas precedentes, e pela incorporação de correctivos orgânicos que diferem muito na sua constituição e na quantidade de nutrientes que disponibilizam. O azoto nos correctivos orgânicos, como nos estrumes de curral, encontra-se principalmente na forma orgânica. Na fracção mineral o azoto encontra-se principalmente como azoto amoniacal. O azoto orgânico é constituído por compostos orgânicos facilmente mineralizáveis e por compostos orgânicos que podem demorar meses ou anos a serem mineralizados. Os primeiros contribuirão mais para a nutrição das culturas no curto prazo, pelo contrário, os segundos contribuirão mais para o aumento da fertilidade do solo no longo prazo.
A disponibilidade de azoto mineral proveniente dos resíduos orgânicos que se mineralizam no solo depende ainda da quantidade de azoto mineral que se perde por volatilização e por lixiviação. Estas perdas variam com a época em que se aplicam os correctivos orgânicos e com as condições edafo-climáticas. Por exemplo, os riscos de lixiviação são potencialmente maiores em solos arenosos e em solos encharcados, e os riscos de volatilização dependem fortemente da temperatura do ar.

As perdas de azoto podem ser muito elevadas (por exemplo, de 50%) durante o processo de compostagem dos materiais orgânicos, particularmente quando faltam os materiais com elevada relação C/N. Por esta razão, Lampkin (1992), refere a necessidade de uma relação C/N de 25 a 35 para uma boa compostagem. As maiores perdas de azoto resultam da volatilização do amoníaco, principalmente quando se areja a pilha de compostagem. As perdas de azoto são, por isso, muito menores durante a decomposição anaeróbia dos materiais orgânicos. Kirchmann (1985) refere que o azoto nos estrumes compostados em condições aeróbias é praticamente todo (95%) orgânico, enquanto o estrume decomposto em condições anaeróbias tem uma fracção muito maior de azoto amoniacal
Tyson & Cabrera (1993) compararam o efeito no solo de resíduos de aviário compostados e não compostados, e verificaram que estes últimos contribuíram para elevar a concentração de azoto nítrico no solo de 20 para 120 mg kg-1 numa semana, enquanto o material bem compostado aumentou apenas de 20 para 30 mg kg-1 em 8 semanas. Ekbladh (1995) registou, numa cultura de alho francês, valores três a cinco vezes superiores na mineralização de azoto orgânico no solo com chorumes em comparação com estrumes sólidos bem compostados. Power & Doran (1984) consideraram disponível 10 a 25% do azoto em estrumes bem compostados e 1 a 50% do azoto em estrumes frescos.
Por estas razões, Kirchman & Bernal (1997) consideraram que o tratamento anaeróbio dos resíduos orgânicos seria preferível para a produção vegetal porque as perdas de azoto seriam menores e o azoto seria mais eficazmente reciclado através das culturas. Isto sugere que a digestão anaeróbia poderá conferir maior valor fertilizante aos correctivos orgânicos em comparação com a digestão aeróbia (vulgarmente designada por compostagem). Lampkin (1992) considera que o objectivo da agricultura biológica é o aumento, no longo prazo, dos teores de matéria orgânica no solo, e que isso é conseguido com materiais bem compostados e não com materiais mais frescos. No entanto, o contributo dos compostos orgânicos para a matéria orgânica do solo, no longo prazo, não depende exclusivamente do processo de compostagem e do seu grau de amadurecimento, mas também, dos materiais originais que os constituíam. Por exemplo, uma pilha mal compostada de materiais com muita lenhina podem ter uma fracção reduzida de azoto facilmente mineralizavel, e um material bem compostado de resíduos verdes e dejectos animais pode ter demasiado azoto facilmente mineralizavel, ou mesmo mineralizado caso ainda não tenha sido perdido.
As diferentes formas como os estrumes sólidos e líquidos se comportam no solo podem ser aproveitadas para exercer uma gestão do solo adequada às rotações culturais. Por exemplo, estrumes bem compostados podem ser utilizados antes das culturas que não sejam muito exigentes em azoto no inicio da cultura, e estrumes mais frescos e estrumes líquidos podem ser utilizados para disponibilizar azoto no curto prazo às culturas.

Agricultura Biológica STC.NG6 DR2

http://www.youtube.com/watch?v=T-BB5SHjNew


http://www.youtube.com/watch?v=Oo2mcP78pJA

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

As Migrações STC DR4



A mobilidade é uma característica de praticamente todos os seres vivos. Fundamentalmente, as migrações são movimentos horizontais (deslocamentos), que tendem a um equilíbrio demográfico à superfície do Globo, este equilíbrio, como é óbvio, é realizado inconscientemente, mas qualquer migração tende a estabelecer um determinado equilíbrio.
Há uma interdependência entre estes movimentos horizontais e os movimentos verticais (crescimento natural - condicionados pela natalidade e mortalidade), sendo que, à medida que se acentuam os desequilíbrios demográficos (e não só) regionais, maior é a tendência para que as populações efectuem movimentos migratórios.

Formas das migrações

Através do esquema, facilmente se compreende as diversas formas que as migrações podem assumir. Qualquer exemplo de migração, independentemente do seu motivo ou causa, pode assumir uma "mistura" das seguintes formas:

Migração:
Espaço - Internas, êxodo rural, êxodo urbano - Externas, intercontinantais, intracontinentais
Duração - definitivas, temporárias
Forma - voluntárias, forçadas
Cntrolo - legais, clandestinas

Exemplos:
Quanto ao espaço - são internas se os deslocamentos realizam-se de umas regiões para as outras, dentro do mesmo país, e externas ou internacionais se os deslocamentos se fazem de um país para outro (emigração / imigração). Nas externas, se a migração é efectuada para outro país do mesmo continente, é intracontinental, se por outro lado, é para outro país de outro continente, é intercontinental. No que respeita às migrações internas (êxodos rurais e urbanos) falaremos delas mais adiante.
Quanto à duração - podem ser temporárias se a mudança é apenas por um determinado período de tempo (pode ir de alguns dias até poucos anos - por exemplo, contratos temporários de trabalhadores portugueses na indústria hoteleira e construção civil, na Suíça - ou apenas umas semanas de férias noutro lugar). Dentro das migrações temporárias, há ainda as migrações sazonais (têm a ver com determinadas estações do ano - por exemplo a contratação de trabalhadores para as vindimas, ou as férias balneárias). As definitivas, são aquelas em que os indivíduos decidem ir para um determinado local, para aí se estabelecerem definitivamente, podendo eventualmente regressar após muitos anos.
Quanto à forma - as migrações podem ser voluntárias, quando a decisão de se deslocar é do próprio indivíduo, ou seja, é iniciativa do indivíduo. Quando o individuo, apesar de não desejar fazer uma deslocação, se vê obrigado a fazê-la, por diversos motivos, então, diz-se que a migração é forçada.
Quanto ao controlo - se a migração é feita com autorização do país de acolhimento, é uma migração legal. Se por outro lado o indivíduo entra (ou fica) num determinado país sem nenhuma autorização (ou conhecimento) deste, diz-se que é clandestina ou ilegal.