
Ennis Del Mar e Jack Twist, trabalhadores rurais desempregados que vão para a montanha cuidarem das ovelhas de um fazendeiro. Lá, no meio do nada, numa convivência diária, apaixonam-se, ficam juntos por algumas semanas e separam-se no final do inverno, para tocar suas vidas como antes. Ennis casa-se com Alma e tem filhos, mal conseguindo sustentar todos eles. Jack tenta evoluir como peão de rodeio, mas é um fracasso e acaba casando-se também.
Apesar de estarem distantes, nunca se esquecem um do outro e reencontram-se depois de quatro anos. A partir de então, alimentam um caso por duas décadas vendo-se duas ou três vezes por ano, sempre mantendo as aparências heterossexuais em seus respectivos casamentos falidos.
A tensão que existe entre suas vidas oficiais e suas vidas secretas vão tornando-se cada vez maior, suas brigas vão tornando-se cada vez mais frequentes, suas fraquezas e medos ficam claros.
É um filme triste. Apesar de a tristeza não depositar-se em tragédias, em fatos terríveis que assolam a vida dos dois. A tristeza vem da própria resistência em aceitarem-se e da perspectiva quase nula que têm de viver juntos. A tristeza vem da necessidade que têm de usar máscaras socialmente aceitáveis e, só quando possível, tirar essas máscaras para estar com quem realmente amam e de quem nunca querem se separar. Essa é a tristeza maior.
Mesmo que aconteça algo trágico na metade final, a história de Ennis e Jack só é triste porque o que poderia ter sido vinte anos de problemas e preconceitos, sim, mas também de amor e companheirismo, torna-se apenas uma lembrança não tão boa de vidas infelizes.














































