sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Opinião Pública CP

O Poder politico tenta usar os media em proveito próprio, principalmente a imagem: ela vale mil palavras. Mas em assuntos delicados e comprometedores ele zela cuidadosamente para que não circule nenhuma imagem. Neste caso trata-se de uma forma de censura, nem mais nem menos. Os relatos escritos, os testemunhos orais podem ser apresentados dado que nunca irão provocar o mesmo efeito. O peso das palavras não se compara ao choque das imagens. A imagem, quando é forte, apaga o som e o olhar transporta-a até ao ouvido. À medida que a nossa civilização se desenvolve, parece haver uma indiferença cada vez maior das pessoas perante a vida humana. Ninguém se espanta quando o noticiário da televisão exibe assassinatos ou acidentes horríveis. Este comportamento de indiferença pode ser explicado, em parte, pelo facto de os programas de televisão se caracterizarem, na sua grande maioria, pela indeterminação do tempo e do espaço. Num determinado momento, pode-se estar a falar sobre a vida dos indígenas na Europa do século XX e alguns segundos mais tarde na explosão de um vulcão no Japão e, mais alguns segundos depois, aborda-se um acidente de avião ocorrido noutra cidade. Esta variação rápida de tempo e espaço não permite que o nosso cérebro faça um julgamento adequado dos acontecimentos, acabando por esquecer alguns dos detalhes.
Vivemos numa actualidade em que a televisão aposta muito em novelas e desenhos animados violentos. Será isto uma boa influência? Vejamos: as novelas retratam a vida do público ou tentam criar uma imagem do dia-a-dia de cada indivíduo, mas se analisarmos bem, quantos divórcios ocorrem em cada novela? Quantas crianças faltam às aulas? Quantas desobedecem aos pais? Quantas fazem asneiras? No meu ponto de vista as pessoas por vezes esquecem-se que aquilo é ficção e que a vida é a realidade. Algumas ficam preocupadas com o que aconteceu na novela e esquecem-se dos problemas do dia-a-dia. Outras seguem a novela como exemplo e não se preocupam se desrespeitam os pais, os educadores e outros indivíduos. Isto é considerado normal, pelo menos na novela.
Por outro lado, a televisão tem um efeito preponderante na educação, como é o caso dos documentários, debates, etc., que desenvolvem uma cultura melhor, uma melhor argumentação,

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Preconceito CP DR1

Na aula de CP lemos um texto relacionado com o preconceito.
Na minha experiencia de vida, tenho dado conta que existem muitas pessoas preconceituosas, como por exemplo, vejo muitas pessoas a discriminar outras pessoas só porque são de outra raça ou cor, sem mesmo a conhecer.
Em Lisboa nota-se muito esse tipo de preconceitos, como noutra cidade no país, vou falar na cidade de Lisboa porque tenho familiares que vivem lá e que me contaram vários tipos de preconceitos.
Como por exemplo, o meu namorado que trabalha na GNR já teve várias ocorrências relacionadas com pessoas de raças diferencias, e contou-me que vários colegas têm muitos preconceitos com essas pessoas porque normalmente são essas pessoas que fazem sempre os crimes, então quando chegam ao local do crime a primeira coisa que fazem é encontrar pessoas de outra raça. Para mim isso é injusto e com muito preconceito e racismo à mistura, pois como um preto ou um braço podem fazer vários crimes, e só porque são de raças diferentes não podem ser descriminadas.
Pois são pessoas como as outras que lutam por ter uma nova vida, com melhores condições, e por isso não a podemos discriminar só porque um faz algum crime não querem dizer que os outros todos sejam iguais.
Como o poema que damos na aula, deparamos que o autor foi preconceituoso por julgar a pessoa por fora, mas quando se deparou com o resultado da sua “experiência” reparou que não havia diferencia nenhuma em ser de raça deferente, isso mostra que o aspecto não é tudo, mas sim o que a pessoa realmente é, como tudo na vida, existem pessoas boas e más seja que raça for.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Maitê Proença CP

O vídeo sobre Portugal, infelizmente revela uma faceta, que nós os portugueses desconhecíamos. Devo dizer que o que o torna tão “explosivo” não são os factos isolados, mas o que eles representam no seu todo.Desde sempre que ouvi os brasileiros dizer que os portugueses eram pouco dotados de inteligência, tinham uma dicção difícil e por isso são alvo de piadas, mais ou menos ao estilo dos galegos. Eu nunca me senti incomodada, apenas um pouco estranha por não me rever em nada, como individuo e como povo, nesse estereótipo. Apesar de tudo sempre considerei Portugal e Brasil como países irmãos.Mas quando a Maitê usa cenários para o seu vídeo, como Sintra e Jerónimos, não está a evocar coisas do passado, pois todos assistimos recentemente, neste espaço, à assinatura do tratado de Lisboa que será a futura Constituição da União Europeia. A própria adesão de Portugal à UE foi assinada neste monumento. Nestes locais continua-se a escrever a história contemporânea da humanidade pelo que têm uma força muito grande no nosso orgulho nacional. Também os túmulos de Luís Vaz de Camões, de Fernando Pessoa e de Vasco da Gama são de enorme importância, sobretudo para a Lusofonia que extravasa as fronteiras do nosso país. Uma pessoa como a Maitê devia ter toda a percepção de como a estética é importante sobretudo encontrando-se num local como este. A linguagem não verbal tem a sua própria leitura e meios para se expressar. E na sua linguagem eu li desprezo, displicência e pouco refinamento.Quando fala de Salazar, não pensou que é uma figura que ainda marca muito a memória dos portugueses, uma vez que grande parte da população actual ainda viveu sobre a sua égide. Os 40 anos de ditadura para Portugal ainda são um assunto muito sensível. Embora sejamos um povo democrático, notamos nos políticos actuais uma falta de ética e seriedade que algumas pessoas não reconhecem no antigo regime. Suponho que não há regime perfeito mas a Democracia continua a ser o melhor de todos. De forma que não somos salazarentos, mas gostávamos de ter políticos, sérios, mais segurança pública e mais justiça social.

domingo, 15 de novembro de 2009

Ficha técnica

CP.20-10-2009 / 21-10-09

Titulo: Dancer in the dark
Realizador: Lars Von Trier
País: França
Género: Musical/ Drama
Actores: Björk, Catherine Deneuve, David Morse, Peter Stormare, Joel Grey
Protagonista: Björk
Duração: 135m

Sinopse:

Selma, uma emigrante checa, mãe solteira, trabalha numa fábrica de moldes de metal na América rural, nos anos 60. A única alegria da sua vida é a paixão pela música, especialmente por tudo-o-que-se-canta e tudo-o-que-se-dança, dos musicais de Hollywood.
Mas Selma tem um triste segredo: esta a perder a visão e o seu filho terá a mesma sina se ela não conseguir poupar dinheiro suficiente para o fazer operar. Quando um vizinho desesperado acusa falsamente Selma de lhe ter roubado as suas poupanças, o drama da sua vida resvala para um drástico final.

Comentário pessoal:
O filme é dramático, cru e forte. As canções não suavizam a intensidade da história, pelo contrário, dão-lhe um significado ainda mais profundo. Uma obra destas tem vários níveis de leitura, mas uma das que interessa realçar, é como o responsável não se deu conta de quem realmente era aquela funcionária e de todo o potencial e motivação que possuía aquela rapariga. Tinha força de vontade e criatividade… É evidente que há injustiças no mundo… o problema é quando não as vemos ou não as queremos ver, em especial quando bastaria um pequeno gesto para solucionar pelo menos essa que estava ao nosso alcance. E então, seria de facto uma injustiça a menos.

Miguel Torga CLC

Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia Rocha nasceu em S. Martinho de Anta, concelho de Sabrosa, distrito de Vila Real, foi um dos mais importantes escritores do século XX. Miguel Torga era um escritor muito ligado à terra e à paisagem transmontana.
Na aula interpretámos o poema S. Leonardo de Galafura em que o escritor revela esse amor à terra.
Interpretámos vários textos literários de escritores como: Cesário Verde, Fernando Pessoa e Camões, todos eles ligados à natureza, ao ambiente bucólico.

Urbanismo e Mobilidades CLC DR1

http://www.youtube.com/watch?v=ecTefSb-BY0

A Preservação da Natureza CLC

Na Terra, o homem encontra os recursos de que necessita para viver: ar, água, solo e rochas, outros seres vivos e energia solar.
E o homem... o que está a fazer para preservar o planeta em que vive? De que forma está retribuindo à natureza pelo que recebe?
Ele destrói a vegetação natural, contribui para a extinção de animais, empobrece o solo, polui o ar e as águas. Agindo dessa maneira, provoca desequilíbrio no ambiente, colocando em risco a sua própria sobrevivência.
Sérias medidas devem ser tomadas para proteger a Terra da acção destruidora do homem e, assim, preservá-la para as gerações futuras.
Observe algo do que tem sido feito de errado:
Certas espécies animais e vegetais começaram a desaparecer por não se adaptarem às modificações feitas pelo homem no meio ambiente.
Os produtos químicos que as indústrias lançam nas águas e os esgotos sem tratamento, além de poluírem as águas, também são responsáveis pela morte de muitos animais que vivem nos rios, mares e lagos.
A fumaça e os gases jogados no ar pelas fábricas e veículos poluem a atmosfera e provocam doenças, principalmente no sistema respiratório.
Então em meio a tantas diversidades negativas procuremos melhorar em actos simples, como:
· Diminuir o tempo gasto debaixo do chuveiro.
· Procurar escovar os dentes com a torneira desligada.
· Usar aparelhos eletroeletrónicos de modo económico, e mantê-los ligados só quando for necessário.
Devemos ser responsáveis e cuidar melhor de nosso planeta!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Movimento STC




Pelo movimento é que vamos
Chegamos não chegamos?
Haja ou não haja trajectória
Pelo movimento é que vamos.

Basta de repouso
Pois todos nos movimentamos
Basta que a haja força
Pelo movimento é que vamos.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

FLUXOS MIGRATÓRIOS EM PORTUGAL NO SEC. XX

Nas primeiras décadas do séc. XX os Estados Unidos impõem-se como um dos principais destinos da emigração Portuguesa, tendo em conta que a maior comunidade de emigrantes portugueses neste país são Açorianos e Madeirenses devido às baixas situações económicas e baixas qualificações.
Outros grandes destinos emigratórios foram Canadá e Venezuela onde se distribuíam, com particulares incidências, pelos sectores hoteleiros, restauração e construção civil. É de salientar que a mão-de-obra portuguesa é apreciada em toda a parte do mundo com muita qualidade e eficiência.
Mas foi a partir da década de 50 que se deu um grande fluxo emigratório transoceânico e intra-europeu.
O transoceânico virou-se mais para o Brasil, Estados Unidos, Canadá, Venezuela e África do Sul. No intra-europeu direccionou-se mais para França e Alemanha, constituindo estes os grandes pólos de atracção.
Na década de 60 começou a delinear-se um novo fluxo migratório, induzido pela progressiva abertura da economia portuguesa por um lado, pela escassez de mão-de-obra derivado do êxodo emigratório para a Europa e do recrutamento militar para ex colónias. Neste contexto, o novo fluxo emigratório apresentou duas componentes principais bem distintas, uma predominantemente europeia constituída por quadros técnicos e empresarias mas também por reformados que se estalam no Algarve, e a outra por trabalhadores não qualificados oriundos de Cabo Verde.
O processo revolucionário porque passou a sociedade portuguesa, na segunda metade da década de 70, quando simultaneamente se enfrentavam as consequências da crise, por outro lado nesse mesmo período a independência das ex colónias não só o regresso de cerca 6000000 portugueses mas também englobando a imigração de novos cidadãos de novos países Africanos para Portugal.
O que é certo e que o contributo dos imigrantes para o desenvolvimento da sociedade portuguesa não se limita à participação activa, contribuindo também para um rejuvenescimento da pirâmide demográfica, a sobretudo incentivam as transacções sócio-culturais.
Na viragem da década de 80 e na sequência da crise petrolífera, levou os países desenvolvidos da Europa a restringir a entrada acentuada de imigrantes, assistimos a uma grande retracção do movimento intra-europeu no entanto é de registar a Suiça e Luxemburgo que se tornaram os novos pólos de atracção para os portugueses.
Verificou-se também uma grande incidência de imigrantes Brasileiros que apresentam um perfil ocupacional bastante semelhante aos dos cidadãos comunitários residentes em Portugal.
Na década de noventa emergiu uma nova fileira de imigração, provenientes da Europa de leste e Ásia, estando esta orientada para hotelaria e restauração.
Na maioria dos portugueses emigrantes acabou por adoptar os países que escolheram para viver, apenas uma minoria regressou a Portugal.
O que subsiste da sua presença em muitos lugares são certos traços fisionómicos, nomes de famílias portuguesas e costumes cujo sentido à muito se perdeu no tempo. Apesar de tudo é espantoso que nos sítios mais distantes da terra milhões de pessoas continuem a manter uma relação muito viva com a Pátria dos seus antepassados.
Numa perspectiva de análise histórica, Portugal é um país de emigração.

Intervenção social STC Tipo:III

BAIRRO PER ADROANA

O Bairro localiza-se numa zona periférica, junto de áreas industriais, estando pois nos limites sociais do concelho. É um espaço com poucas valências, estando afastado dos diversos centros mais próximos, Alcabideche ou Cascais.
Dispõe de reduzidas acessibilidades, com escassa oferta de transportes públicos.
É habitado por indivíduos oriundos de diversas comunidades étnicas e culturais, com referências e objectivos diferentes, provenientes dos bairros das Marianas, Pinhal da Alapraia, Encosta da Carreira, Atarraque e Rio de Marmeleiro.
Dispõe de 272 fogos (129 PER e 143 HCC). Sendo um bairro de estabelecimento recente e tendo em conta a sua juventude, será uma comunidade humana pouco estabelecida e sedimentada.
Devido ao afastamento dos centros urbanos poderá ter tendência para fechar-se sobre si mesmo é pois importante dotá-lo de valências que valorizem o próprio espaço e o possam tornar um centro para si, no sentido de evitar-se a exclusão social das populações.
Sem valências que ocupem os seus tempos extra-escola, sem espaços de convívio nem de aprendizagem, estando os pais ausentes e sem estruturas familiares alargadas a quem possam recorrer, as crianças e os jovens sofrem, pois, da carência de orientação adulta: ficam com a rua como espaço de eleição.
Promove-se assim a formação duma cultura anómica, assente em referências culturais e de pertença débeis, permeáveis à introdução de comportamentos desviantes e de risco.
Por definição, bairros com estas especificidades tendem a fechar-se sobre si mesmos e a referenciar-se apenas às suas culturas de origem, as quais por mais relevantes que sejam, não são suficientes para proporcionar uma socialização saudável. Não está pois criado um processo eficaz de aculturação para a cultura de acolhimento (a cultura portuguesa ) como seria desejável. A manterem-se as condições existentes, os habitantes do bairro PER da Adroana habitarão num espaço intermédio entre várias culturas, entre centralidades difusas, com uma integração deficientemente sedimentada
Por estar em risco de marginalização e enquistamento, a área de habitação social PER da Adroana, é uma área de realojamento em que é imprescindível uma intervenção social continuada e sustentável

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tecnologias utilizadas nos actuais materias de construção STC tecnologia Tipo:I


ADITIVO ANTI-FUNGOS E ALGAS

O ADITIVO ANTI-FUNGOS E ALGAS é um produto baseado numa resina adequada com uma elevada concentração de fungicidas e algicidas. Tem acção altamente eficaz contra os fungos e algas que aparecem mais frequentemente no nosso País.
UTILIZAÇÃO é um aditivo de fácil incorporação em tintas plásticas que serve para reforçar as suas propriedades fungicidas e algicidas.



WALLMATE



As placas de WALLMATE IB são placas de isolamento térmico para paredes com caixa de ar. Usadas para isolamento de pontes térmicas. São placas rígidas de espuma de poliestireno extrudido com estrutura de célula fechada, fabricada mediante um processo original de The Dow Chemical Company.
Apresentam-se em placas rígidas de cor azul e forma rectangular com encaixe macho fêmea. Apresentam uma superfície rugosa, sem pele, para permitir aplicação directa de argamassa.






Tectos falsos, qual a sua função?

Os tectos falsos são superfícies que cobrem inferiormente pisos ou coberturas, ficando nelas suspensos, duma forma segura.

Principais funções dos tectos falsos:
estética - não permitir a visibilidade da estrutura que constitui o piso superior; ou, para garantir o enquadramento do design interior de um compartimento;
segurança - protecção contra o fogo;
acústica - diminuição dos níveis de ruído transmitidos;
protecção - da cablagem e ou tubagens que se encontrem sob o piso superior.

Quais os Materiais aplicados?
Placas de Gesso Cartonado

São elementos constituídos por uma pasta de gesso, papel e aditivos, cobertos pode folhas de cartão.

O gesso cartonado é um material bastante versátil, de fácil corte permitindo criar diversas formas geométricas, proporcionando inúmeras soluções arquitectónicas.
Tectos em fibra mineral:
São tectos produzidos com matéria natural e reciclável. Esta solução é constituída por material incombustível, estes tipo de tectos em fibra mineral são excelentes soluções para protecção acústica.
Tectos metálicos:
O tecto falso metálico é uma escolha a ter para espaços amplos: hotéis, cozinhas industriais, escritórios, espaços públicos interiores, entre outros.
É um material que permite criar soluções estéticas bastante interessantes.
Estes tectos são de fácil limpeza.



As migrações STC DR4 Ciência Tipo:III

As estações do ano estão a mudar e a Primavera a chegar cada vez mais cedo, em consequência das alterações climáticas, revela um estudo realizado por cientistas de 17 países e publicado na revista "Global Change Biology". Os investigadores afirmam que o estudo apresenta "provas concludentes" de que a subida das temperaturas está a fazer com que as estações mudem, com a Primavera a chegar em média entre seis a oito dias mais cedo do que há 30 anos atrás, segundo a BBC.

Tim Sparks lembrou que as alterações das estações afectam as espécies que são interdependentes. "Por exemplo, as lagartas alimentam-se dos carvalhos, e os pássaros alimentam-se das lagartas. A menos que estas espécies se mantenham sincronizadas, poderá haver problemas para um ou mais destes elementos da cadeia alimentar", explicou.
Também os padrões migratórios das aves estão alterados, uma vez que regressam à Europa cada vez mais cedo, havendo mesmo algumas que passam de "migradoras" a "residentes", como aconteceu com a cegonha em Portugal.
Segundo o director da Sociedade Portuguesa para o Estudo dos Aves (SPEA ), Luís Costa, a antecipação das migrações está relacionada com a adaptação às alterações climáticas, mas também com a mudança das condições no terreno e com a disponibilidade de alimento.
Foi o que aconteceu com as cegonhas - "uma espécie migradora típica" - que encontraram na "praga" de lagostins-vermelhos que invadiram as albufeiras e rios portugueses um precioso recurso que lhes permite alimentarem-se todo o ano, acabando por fixar residência no país.
O certo é que é cada vez mais difícil definir as épocas de migração, pois a irregularidade de movimentos migratórios das aves invernantes é cada vez maior. As aves vindas de África têm tendência para chegar cada vez mais cedo à Europa e partem cada vez mais tarde.
As andorinhas, por exemplo, já nem sempre anunciam a Primavera, pois as primeiras já começam a aparecer em Dezembro e Janeiro. Também um estudo recentemente divulgado na Science sugere que as alterações climáticas têm obrigado várias espécies de aves migratórias a "reprogramar" os seus relógios biológicos.
Os investigadores sustentam que o começo antecipado da Primavera no Norte da Europa afecta mais as aves migradoras que percorrem distâncias mais longas , como as que passam o Inverno em África, do que as que voam distâncias mais curtas. Os cientistas admitem que a antecipação das migrações pode resultar de mudanças evolutivas induzidas pelas alterações climáticas.